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O que é síndrome de pernas inquietas?
A Síndrome das Pernas Inquietas ou Doença de Willis-Ekbom é caracterizada por uma necessidade urgente de mover as pernas em situações de repouso, geralmente, acompanhada por uma sensação desagradável nas pernas.
Estes sintomas aparecem ou pioram no final do dia, nas situações de descanso e são aliviados com movimento. Isso pode conduzir a graves perturbações de sono (p. ex., insônia), que pode motivar a consulta.
A síndrome de pernas inquietas pode associar-se a movimentos periódicos de pernas, a mioclonia noturna, em até 80% dos casos. Movimentos periódicos dos membros é um transtorno do sono distinto e caracteriza-se por movimentos involuntários e periódicos dos membros durante o sono associados com despertares.
Movimentos periódicos dos membros, durante o sono, são comuns e geralmente assintomáticos quando pouco frequentes e não associados a outros transtornos do sono. Nos casos com mais de 30 movimentos por hora, podem perturbar o sono e causar sintomas diurnos.
Síndrome de pernas inquietas são comuns?
É uma síndrome comum que afeta entre 5-10% da população geral. Ocorre mais frequentemente em mulheres e com o passar dos anos. Mulheres têm maior risco durante gravidez e com aumento do número de partos.
A distribuição da idade é bimodal. O aparecimento antes dos 45 anos sugere uma forma sem causa subjacente conhecida e influenciada pela história familiar. Após os 45 anos, sugere uma forma secundária com uma causa subjacente e sem influência da herança familiar.
Síndrome das pernas inquietas é chamada secundária quando ocorre associada a várias doenças ou condições médicas: deficiência de ferro, diabete melito, doença renal grave, doenças reumatológicas (p. ex., artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico), doenças pulmonares, doença neurológicas (p. ex., doença de Parkinson, esclerose múltipla, enxaqueca) e doenças gastrintestinais (p. ex., doença celíaca, Doença de Crohn).
Existe a maior prevalência de ansiedade, depressão e transtornos somatoformes em pacientes com síndrome de pernas inquietas. Os antidepressivos - inibidores seletivos de recaptação de serotonina, mirtazapina, e duloxetina-, aumentam levemente o risco de apresentar ou exacerbam síndrome de pernas inquietas. Bupropiona – um antidepressivo que modula o sistema dopaminérgico – está associada à redução desses sintomas.
Como se faz o diagnóstico de síndrome de pernas inquietas?
Algumas perguntas simples para triagem de síndrome das pernas inquietas são: “quando você tenta relaxar no fim de tarde ou dormir à noite, você já teve sensações desagradáveis nas pernas ou sente que não as pode repousar? e essas sensações podem ser aliviadas por caminhada ou movimento?”
O diagnóstico é essencialmente clínico. Como guia, há são cinco critérios diagnósticos cardinais de síndrome de pernas inquietas.
Como se trata síndrome de pernas inquietas?
O tratamento envolve várias propostas e, mesmo quando tratado adequadamente, alguns sintomas com gravidade variável persistem em até 40% dos pacientes.
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